a vida gira numa espiral continuamente
cada vez mais rapida
se, por ventura saimos dela
será que se consegue reentrar ?
será que o tempo que se demora a reintegrar no movimento
ou já não há mais tempo
existe alguém importante para lá da espiral
e no abismo mais um passo vertiginosamente
rodopiando rodopiando
no admirável no absoluto
o silêncio que grita aos poucos
o barulho se acalma
como se o ruido
precisasse de um momento de acalmaria
o vento soprasse
e na tarde a noite esperasse
e o nada acontecesse
a vida cantasse
luz ilumina a alma o espirito vibrasse e ...
as gentes que caminham ao nosso lado, aquelas que ficam pelo caminho
aquelas que nos esquecem, aquelas que a gente não lembra
na memória dos dias algo fica gravado na rotina
os dias esses escapam-se como areia pelos dedos
e o nada acontece
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
#440
por vezes sinto falta de conversar de ter conversas ambíguas e ligeiras
por vezes a amizade dói-me e deixa-me melancólica
ser simpática e enredar-me nos novelos das palavras
sinto falta !? mas, parece-me que isso é gastar energias nesta desilusão
gastar tempo e pensamentos amargosos e,
para quê
não me parece que depois de meio século depois as coisas se alterem
nem eu mudei assim tanto para ir por outro caminho
e, se as amizades forem boas
continuam comigo
seja para isto ou para aquilo
ou não
antes pelo contrário
palavras
com emoções diferentes
com sensações
suspira-se e deixa-se ir
por vezes a amizade dói-me e deixa-me melancólica
ser simpática e enredar-me nos novelos das palavras
sinto falta !? mas, parece-me que isso é gastar energias nesta desilusão
gastar tempo e pensamentos amargosos e,
para quê
não me parece que depois de meio século depois as coisas se alterem
nem eu mudei assim tanto para ir por outro caminho
e, se as amizades forem boas
continuam comigo
seja para isto ou para aquilo
ou não
antes pelo contrário
palavras
com emoções diferentes
com sensações
suspira-se e deixa-se ir
sábado, 19 de janeiro de 2013
o vento hoje
o vento soltou-se ...
e sopra, sopra como se quisesse soltar-se das grilhetas que o prendem
o tempo escurece e o sol brilha talvez para lhe mostrar o caminho
e, nós aqui dentro de casa esperamos que, a tempestade fique apenas lá fora ...
que os telhados aguentem a pressão .
que o vento quando se solta não tem qualquer lampejo de piedade
e sopra, sopra como se quisesse soltar-se das grilhetas que o prendem
o tempo escurece e o sol brilha talvez para lhe mostrar o caminho
e, nós aqui dentro de casa esperamos que, a tempestade fique apenas lá fora ...
que os telhados aguentem a pressão .
que o vento quando se solta não tem qualquer lampejo de piedade
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
... 440
Continuando por aqui ...
tudo é tão relativo como a inexistência de existência física.
apenas pairando subtilmente
embora meus passos não fiquem marcados
o som fica ecoando pelo silencioso caminho
frio agreste ...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
BOm ANo NOvo !!!
sem balanços !!
2012 aconteceu e está à beira do fim ..
sem objectivos definidos
sem objectivos traçados, apenas viver cada minuto que passa
estar feliz viva amar, ser amada
estar presente e conseguir ser eu mesma.
Feliz Ano de 2013
2012 aconteceu e está à beira do fim ..
sem objectivos definidos
sem objectivos traçados, apenas viver cada minuto que passa
estar feliz viva amar, ser amada
estar presente e conseguir ser eu mesma.
Feliz Ano de 2013
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
#438
medito ...
na existência do nada .
o nada que existe ?
preenche vazios o nada que existe ...
o que existe no vazio que assombra o abismo
medito ...
será que o que me preenche é tudo ou nada
na solidão que me assola
na escuridão do nada que o tudo assoma
danço ...
o nada ou o tudo ? aquilo que eu sou ...
a consciência de estar e ser
enfrento embaraço-me
esforço-me repreendo-me limito a minha existência
na aparência do nada
na ilusão
na existência do nada .
o nada que existe ?
preenche vazios o nada que existe ...
o que existe no vazio que assombra o abismo
medito ...
será que o que me preenche é tudo ou nada
na solidão que me assola
na escuridão do nada que o tudo assoma
danço ...
o nada ou o tudo ? aquilo que eu sou ...
a consciência de estar e ser
enfrento embaraço-me
esforço-me repreendo-me limito a minha existência
na aparência do nada
na ilusão
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
outros caminhos ...
quando se perde o rumo
uma bússola é preciso
porque todos os caminhos são um caminho
e se não sabemos que caminho tomar
o rumo torna-se confuso
como então tomar o rumo certo se não se sabe para onde vamos?
mas sabemos onde estamos ... ?
podemos partir daí mesmo ...
sentindo nossos pés no chão
a mente na lua
um suspiro
e lá vamos
...
uma bússola é preciso
porque todos os caminhos são um caminho
e se não sabemos que caminho tomar
o rumo torna-se confuso
como então tomar o rumo certo se não se sabe para onde vamos?
mas sabemos onde estamos ... ?
podemos partir daí mesmo ...
sentindo nossos pés no chão
a mente na lua
um suspiro
e lá vamos
...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
uma frase ...
uma frase que nos acompanhe sempre ..
que transforme os nossos dias
que olhando para o que sugere
para o que quer dizer
nos dê força
acalente, energia, calor interior
motivação para atravessar as zonas áridas
aquelas que ainda não atravessámos, mas que vamos atravessar
da incerteza, das opções, escolhas,
apenas seguindo o rio
as ruas da existência
e o calor da bruma ou o gélido bafo do deserto
a certeza é uma agonia e
a incerteza uma loucura com que se vive
gostaria de ter esse calor como se fosse um dia sereno
de verão, mas neste inverno como outros
apenas o deserto imenso deste oceano
se faz sentir
que uma luz ilumine e a escuridão se desfaça
nas rochas sombrias que rodeiam a existência
que nenhuma frase me acorre ao pensamento
só a desértica paisagem desta floresta que me rodeia
preciso de pássaros de poesia esvoaçando pelo céu
(vindos do sol nascente ) plenos de esperança
em direcção ao sul
...
que transforme os nossos dias
que olhando para o que sugere
para o que quer dizer
nos dê força
acalente, energia, calor interior
motivação para atravessar as zonas áridas
aquelas que ainda não atravessámos, mas que vamos atravessar
da incerteza, das opções, escolhas,
apenas seguindo o rio
as ruas da existência
e o calor da bruma ou o gélido bafo do deserto
a certeza é uma agonia e
a incerteza uma loucura com que se vive
gostaria de ter esse calor como se fosse um dia sereno
de verão, mas neste inverno como outros
apenas o deserto imenso deste oceano
se faz sentir
que uma luz ilumine e a escuridão se desfaça
nas rochas sombrias que rodeiam a existência
que nenhuma frase me acorre ao pensamento
só a desértica paisagem desta floresta que me rodeia
preciso de pássaros de poesia esvoaçando pelo céu
(vindos do sol nascente ) plenos de esperança
em direcção ao sul
...
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